Menos “mimimi” por gentileza!

Enfim, 2014… parece até que 2013 foi esses dias aí. O tempo voa né cumpadi?! Agora repara só e para um pouco pra pensar em como somos competentes na arte do “mimimi”. Aquela arte em que nos especializamos e colocamos em prática durante todo o ano, mas principalmente no fim dele… é quando começamos com o papinho de que “ano que vem eu faço isso”, “ano que vem eu faço aquilo”. E mesmo você, que diz não fazer isso, ou realmente não fez, com certeza absoluta se preparou mentalmente e se muniu dos mesmos argumentos, certo?! HA! Eu sabia! Então o objetivo deste texto é simples: tentarmos nos livrar daquele velho blá blá blá de sempre!

aquele velho blablabla

Pra começo de conversa, precisamos mudar alguns hábitos impregnados em nossas entranhas, como por exemplo, a Autopiedade. Essa parte é simples (sqn), e pode ser resolvida (ou quase) da seguinte maneira: busque em sua memória quantas vezes se flagrou chegando em casa depois do trabalho e dizendo algo do tipo “hoje o dia foi foda terrível!” ? Aposto que algumas milhares de vezes, certo? Pronto, agora pegue todas essas vezes e tente se recordar em quantas delas o seu dia foi realmente terrível… Se você for uma pessoa realmente sincera e honesta consigo, vai ver que de fato, se precipitou na definição de “dia terrível”. Pensar nisto nos ajuda a lembrar que o sol é o mesmo para todo mundo, independente de qual parte do planeta você vive. Não que um drama bobo vá te tornar uma pessoa pior, mas a vida, por si só, já nos trás desafios o bastante, diários, para enfrentarmos, sem precisar da sua ajuda pra tornar o dia difícil ou não. Então, o ideal é que você enfrente os dias terríveis e sinta-se grato pelos dias não tão terríveis assim. Simples não?!

Depois, precisamos adotar mais intensamente a filosofia do se quer diferente, mude. Da mesma forma que somos campeões da autopiedade, também somos campeões em reclamar de aspectos totalmente mutáveis, porém dependentes de ações para tal. São diárias as críticas que fazemos aos mais variados aspectos das mais variadas circunstâncias relacionadas as mais variadas pessoas… Mas aí eu te pergunto: quando foi que você fez diferente?!

 Exemplos práticos e tristes da nossa infinita capacidade de complicar as coisas não faltam! Uma situação comum é quando a pessoa se sente gorda. A maneira mais simples (e talvez a única), de se resolver o problema é emagrecer. Aí a pessoa diz que não tem dinheiro para academia (obstáculo 1), e eu digo que ela pode simplesmente correr em alguma avenida! Ta cheio de exemplos de pessoas que treinam em situações precárias e ainda assim são as melhores no que fazem! Aí você diz que não tem pique pra correr sozinho(a) (obstáculo 2). Aí eu te falo pra comprar um MP3, um fone e correr como se não houvesse o amanhã! Aí você me diz que… (obstáculos, e mais obstáculos ). Certo, aí eu entendo o recado e chego a conclusão que: correr não é para você!

Este exemplo se aplica a qualquer área que quisermos, como o estudo, a música, a dança, isso ou aquilo. O ponto é entendermos como os obstáculos são criados e reforçados por nós mesmos! Voltando ao lance da autopiedade, quando falamos que o nosso dia foi terrível, estamos, inconscientemente impondo um obstáculo, nos dizendo que hoje foi difícil, amanhã vai continuar terrível, depois de amanhã também e que não vai melhorar nunca… Certo!? E tudo isso, pode ser lido de duas formas: mimimi ou blá blá blá.

Então, a minha sugestão para este ano é: trace objetivos simples, atingíveis e crie estratégias para alcançá-los. Seria mais ou menos assim: fulano quer um celular novo, mas não tem dinheiro pra comprar. Logo:

-> Objetivo: comprar um celular novo;
-> Estratégia: juntar R$300,00 por mês, para que em 4 meses eu consiga comprar;
-> Problema 1: eu não tenho emprego e nem ganho mesada;
-> Solução 1: arrume um emprego (ou uma mesada);

O final dessa história pode ser de duas maneiras: A primeira, é que o Fulano conseguiu comprar o celular novo, porque arrumou um emprego e junto o dinheiro necessário. A segunda é que o Fulano não arrumou um emprego (porque não procurou), logo, não conseguiu juntar o dinheiro necessário e não comprou o celular novo. Então, a moral que fica é: só existem dois caminhos, o que a gente faz, e o que a gente espera. Geralmente os que fazem estão ocupados demais fazendo, então, falam pouco. Agora, os que falam muito são aqueles que tem o ócio ao seu favor, o que lhes proporciona um invejável tempo para planejar, falar, falar e depois, finalmente, falar.

Então jovem, menos mimimi por gentileza!

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2 comentários sobre “Menos “mimimi” por gentileza!

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