As votações e a urna eletrônica

Ano que vem, teremos as eleições, e como vivemos no Brasil, contaremos com a Urna Eletrônica, sendo ela “O sistema mais moderno, eficiente, ágil, transparente e seguro do mundo”, certo? E agora, vai vir melhor ainda, pois as urnas contarão com um novo sistema de identificação biométrica, que garantirá a eliminação total das chances de fraude nas eleições… certo? Naturalmente, está errado!

Na Lei Nº 12.034, de 29 de Setembro de 2009, temos o seguinte artigo:

“Art. 5º – Fica criado, a partir das eleições de 2014, inclusive, o voto impresso conferido pelo eleitor…”

Portanto, resta a nós eleitores, acreditarmos que o que nós digitamos na urna, foi exatamente o que foi computado. Mas, “aí eu te pergunto Percival:”  quem é que me garante, que a minha escolha, realmente foi computada, e que de maneira nenhuma será alterada? Ninguém! Então o que nos resta mesmo? Acreditar na auto conferência da urna e torcer para que esteja certa!

Mas poxa, o próprio TSE diz que é um sistema seguro e que devemos confiar… então eu devo confiar, certo? Errado! Estamos falando de um sistema eleitoral, e não podemos basear o resultado de um sistema eleitoral na confiança, principalmente por estarmos no Brasil! 😀 Para registro, mais de 50 países já rejeitaram o sistema de urnas eletrônicas brasileiras, devido a falta de confiabilidade, chegando a ser considerado inconstitucional em alguns deles. Quer uma notícia bem triste? Até mesmo os nossos hermanos argentinos estão melhores neste ponto, pois quando se vota lá, a urna eletrônica imprime um comprovante com um chip, para garantir que o seu voto realmente foi computado para aquele candidato em questão, e não para outro.

Como estamos em plena mudança, onde o mundo está cada vez mais aberto à novas tecnologias, talvez possamos apresentar para o TSE uma palavrinha chamada Código Aberto. Quem sabe assim, não tenhamos o código fonte, do software utilizado pelas urnas, livre para consulta pública. Seria bacana ver estudantes de programação, universidades e curiosos trabalhando em conjunto, para melhorar um sistema brasileiro, em prol de algo maior… Nesta altura do texto, você provavelmente já sabe que, com certeza, o TSE  conhece este termo, e que prefere pagar fortunas a empresas privadas de desenvolvimento para “deixarem tudo em ordem”.

A própria UnB, em pouco tempo de estudo, descobriu falhas de segurança nas urnas! Agora pare e pense: empresas como Google, Microsoft e Yahoo, que são hoje as gigantes de tecnologia que temos, investem bilhões por ano em segurança da informação, e mesmo assim admitem que é muito difícil garantir um sistema 100% seguro. Aí vem o TSE me falar que a ABIN (agência brasileira de inteligência), agência que só descobriu que a Dilma estava sendo espionada depois que viu uma notícia na televisão, consegue criar sistemas 100% seguros e aprova de hackers? Ta de brincadeira né?

 

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